17 de fev de 2014

Imaginação: o impossível ilimitado


Há algumas semanas eu estava reunida com a família e resolvi ir brincar no parquinho com uma das crianças presentes. Fiquei meio desanimada quando cheguei lá e me dei conta que não poderia brincar nos brinquedos devido a minha idade, então resolvi ficar só olhando enquanto ela se divertia. 

Em cada brinquedo ela inventava uma história. Dirigia carro, pulava do avião e se esbaldava em altas aventuras. Achei fantástico e só não me juntei à brincadeira, pois estava com um sono tenebroso e revoltada pelo balanço não aguentar meu peso. 

Quando eu era criança a imaginação dominava minha vida. Eu era capaz de ficar horas imaginando as mais diversas coisas na minha cabeça, seja brincando ou apenas sentada na cama imaginando. Era divertido e eu me sentia livre. 

Infelizmente, com o passar do tempo essa capacidade foi ficando mais limitada e hoje raramente sou capaz de me manter numa imaginação “absurda” e divertida. Pra falar a verdade fico horas pensando em como produzir mais e como mudar minha vida. Resumindo: hoje penso em coisas chatas. 

Eu acho que a criatividade vem muito da imaginação e da liberdade de imaginar as coisas mais absurdas. A criatividade vem de pensar coisas que ninguém geralmente pensaria, juntar coisas absurdas e ver o resultado. Vejo a criatividade como um espírito livre de qualquer rótulos, barreiras ou limitações que a sociedade impõe. 


"A imaginação, junto com a curiosidade e a transgressão, é uma qualidade infantil. Como as crianças ainda não foram apresentadas inteiramente à realidade, só lhes resta imaginar. Elas criam seu universo imaginário e vivem nele a aventura da felicidade. Sim, precisamos da imaginação para sermos felizes, pois este é o antídoto para a dureza da tal realidade. Mas o tempo passa e trata de nos fazer íntimos da realidade. Isso não é ruim, mas tem seu lado perverso: passamos a acreditar que a realidade é mais poderosa que a imaginação. O resultado é o calo da alma, que nos enrijece e limita nossos movimentos." Eugenio Mussak - Revista vida simples

Gosto muito do canal Porta dos fundos e outro dia estava lendo o livro deles que nada mais é que um compilado de roteiros dos seus vídeos com uma breve explicação de como surgiram. Percebi que nessas explicações a presença dessas misturas sem limites, mistura de contextos que aparentemente não se conectam, mistura de idéias que muitas vezes até se contrapõem, mas que são trabalhadas de uma forma tão bem feita que fazem a coisa dar certo. 

Acho que fazer vídeos e até mesmo escrever em blogs mexe muito com a criatividade. Eu gostaria de poder ter de volta a capacidade que tinha quando criança, talvez pelo mero prazer da diversão, ou até pelos vídeos mesmo. Não acho que seja impossível, é algo que pode e deve ser trabalhado. Taí mais uma meta pro 101 coisas em 1001 dias!

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