11 de ago de 2014

QG Soterogeeks, parte 1

Agora que você já conhece o SoteroGeeks (falei sobre ele nesse post aqui), quero te contar sobre o crescimento do danado, mas especificamente sobre o nosso Quartel General. Mas, antes disso, eu tenho que falar sobre a entrada do Lucas no grupo. 

Eu confesso que não tenho a mínima lembrança de como o conheci, mas segundo Lucas (que tem uma memória infinitamente melhor que a minha) eu vi o vídeo dele sobre o evento de lançamento do Blue-ray de Star Wars (2011) e deixei um comentário no vídeo. Deve ter sido mesmo assim, pois lembro que sempre procurei outras pessoas que fizessem vlog aqui em Salvador e como eu também tinha feito um vídeo do mesmo evento, não tinha como ignorar que ele também era da terrinha do acarajé.

Então vamos começar de novo. Eu conheci o Lucas através do YouTube, ele tinha um canal (que depois descobri que eram vários canais e tinha também um blog) e eu deixei um comentário em um vídeo. Ele respondeu e foi conferir o meu conteúdo (queria muito lembrar qual o conteúdo dessa troca de comentários). Mais ou menos um ano depois eu o encontrei em mais um evento do Conselho Jedi (sempre eles rsrs). Vocês já devem estar cansados de saber que sou extremamente tímida, mas quando o vi eu não pensei duas vezes e fui cutucar a criatura. Acabou que depois do evento fomos jogar jogos de tabuleiro, fiz até um vídeo pro meu segundo canal na época. 

Continuamos nos falando e como ele também cobria alguns eventos como parte do conteúdo secundário do canal dele, acabávamos indo aos mesmo eventos, aí puf! ele entrou para o Sotero (rsrs). Na verdade não foi tão mágico quanto um puf, acabamos ficando amigos e o Lucas se mostrou um cara legal e que tinha um bom conhecimento de vídeos e tudo mais, então foi algo bem natural a entrada dele na equipe.

Atualmente ele é um grande amigo e a principal pessoa com quem compartilho tudo relacionado a produção de vídeos. Mas bem, vamos ao QG!

Tudo começou quando conseguimos a sala. Era um espaço muito legal de 45 metros quadrados, dividida em duas de vinte e poucos. A sala nunca foi uma certeza, como ainda não é, mas pelo menos tínhamos algo em que trabalhar.

Eu e o Lucas pegamos alguns dos nossos materiais básicos para montar o quartel general e saímos empolgados debaixo de chuva para começar as atividades. Levamos o soft box, um pano verde, a estrutura do chroma key, um tripé, a nossa câmera, um notebook, o gravador, um fone e uma luminária extra. Primeiro montamos a estrutura do fundo verde e descobrimos a importância do esparadrapo de pé (o nosso substituto da fita crepe), daqueles que você utiliza quando o sapato está incomodando. Fiquei muito feliz quando vi aquela estrutura enorme toda feita de canos encaixados devidamente montada e com o pano verde esticadinho sobre ela. Como diria Lucas: Sucesso!  

A parte mais desafiadora para mim, em questão de chroma key, é a iluminação. Ela tem que ser muito bem feita para não ter sombras e você conseguir mudar o fundo corretamente. Felizmente Lucas manjava dos "paranauês" (macetes, truques) e tínhamos uma sala suficientemente grande para manter uma distância em que a coisa toda podia funcionar.  

Montamos o soft box e ainda conseguimos adicionar uma lâmpada de Led para fazer contorno e dar profundidade. Tripé e câmeras posicionados é hora de gravar.




Eu tinha um roteiro do Lado Geek (um dos quadros do canal SamSamySam) que na noite anterior tinha adaptado para um vídeo do SoteroGeeks, mas quando liguei a câmera, ela avisou que estava sem cartão de memória. Droga. E agora? Lembrei do cartão do gravador e decidimos gravar apenas um teste rápido pra checar como o chroma se comportaria com aquela iluminação e como sairia o áudio, mesmo porque aquele cartão não tinha espaço e nem velocidade suficiente para a gravação que tínhamos programado.  

Marcamos a posição no chão com o magnífico esparadrapo de pé e então improvisei algumas palavras que refletiam a minha empolgação com a nossa conquista. 

Apesar do áudio da T5i ser incrivelmente aceitável (geralmente o áudio de DSLR's não são nada satisfatórios, mas foi uma decisão muito feliz pegar a T5i e não um modelo inferior por conta disso), gravamos algo depois com o gravador, a título de teste, e constatamos que (não entendo de qualificação de áudio, então posso muito possivelmente estar falar besteira) a sala por estar vazia estava reverberando e era captado muito ruído externo.

Jogamos o vídeo no notebook e vimos que a iluminação estava melhor do que imaginei que fosse ficar. Ainda dá pra ser melhorada mas ficou bem aceitável.  

Anotamos os materiais que precisaríamos para melhorar a qualidade de áudio e vídeo e fomos num loja próxima. Coletamos alguns valores de materiais para termos ideia de quanto precisaríamos no nosso orçamento, mas não encontramos muita coisa.  

Ainda na loja percebemos que a fome estava apertando e decidimos encerrar os trabalhos do dia. Chegando em casa testei o chroma no premiere e gostei muito do resultado. Ainda pode ser melhorado, mas para quem teve tantas experiências frustradas com o fundo verde fiquei muito feliz com o que consegui.


Esse texto foi publicado originalmente no SamSamySam: "QG Soterogeeks, parte 1"

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