26 de jan de 2015

A minha experiência com meditação



O tema do mês na nossa série bem-estar é meditação. Esse é um tema que eu já tratei tanto em post como em vídeo, mas eu nunca contei como a meditação entrou na minha vida.

A primeira vez na vida que vi alguém falando que fazia meditação foi na época da faculdade. Teve um dia que estávamos fazendo uma festa do pijama aqui em casa com algumas colegas e uma delas disse que teria que ir embora cedo por que ia meditar. Confesso que achei aquilo meio tosco na época. Não que eu achasse que meditar era estranho, mas achei absurdo a importância dada. Não era sempre que conseguíamos reunir todo mundo para uma festa do pijama, então na minha cabeça meditar não era nem de longe uma prioridade.

Engraçado que nos últimos tempo tenho lembrado tanto dessa amiga e de diversas ocasiões em que na época achei estranho e hoje a entendo completamente.

Eu sempre fui uma pessoa ansiosa e meio medrosa, mas sempre vivi normalmente. Acho que o meu principal medo na vida é falhar. É meio bobo dizer isso por que não tem como a gente acertar sempre. E isso é bom. Erros e falhas são importantes para o nosso crescimento. Entretanto, chegou um ponto na minha vida que eu comecei a deixar de fazer as coisas por medo de falhar. 

Depois que me formei acho que a coisa foi ficando mais crítica, mas comecei a adotar a ideia de que eu tenho que enfrentar meus medos. O problema é que todo o processo até finalizar aqui que me dava medo era exaustivo. Quando eu estava com medo de algo eu ficava com dor de barriga, ficava com insônia, não conseguia comer direito, etc. No final eu estava um caco. 

A força de vontade de batalhar e superar meus medos eu já tinha, por isso a meditação entrou para tentar melhorar o processo, o durante. 

Quando eu estou apreensiva com algo minha mente vira um turbilhão. São inúmeros pensamentos, dúvidas e possibilidades gritando na minha mente de uma vez só. O coração acompanha a mente e meu batimentos também ficam uma loucura, começo a suar e o peito fica apertado. Mas como parar isso?

A primeira coisa é respirar fundo. Por que quando o coração está acelerado você tem a tendência de fazer respirações curtas e mais intensas, o que pode te deixar ofegante mais fácil. Tentar diminuir o ritmo cardíaco é sempre o primeiro passo para mim, pois consequentemente eu paro de suar e o aperto no peito diminui. Então, não importa onde eu esteja eu começo a fazer respirações profundas até conseguir começar a me acalmar. 

Um fato curioso é que ao inspirar profundamente e encher o pulmão de ar a gente tem a tendência de expandir o peito e é nessa ato de expansão que o aperto no peito (uma contração devido à tensão) começa a ir se desfazendo.

Como a respiração profunda nessa caso não é algo automático, mas conscientemente provocado eu acabo voltando a atenção para a respiração, por que se eu não estiver me dizendo para inspirar e expirar a tensão domina e volto ao início. Quando outros pensamentos tentam tomar o lugar da respiração eu simplesmente digo para mim mesma que vai ficar tudo bem e volto a prestar atenção na respiração. Fechar os olhos ajuda a evitar distrações. Eu repito esse passo quantas vezes forem necessários até eu me sentir melhor.

Todo esse processo nada mais é que meditar. Meditar é prestar atenção numa coisa só, que no caso é a minha respiração, é tentar não ter outros pensamentos e mesmo que eles apareçam deixá-los ir. É alinhar sua mente e seu corpo.

Pra mim meditar não tem regras, pode ser com música ou sem, pode ser em qualquer lugar, pode ser durante 3 minutos ou 15 minutos. O importante é focar no presente, seja na sua respiração, ou na atividade que esteja fazendo, mas estar inteiro e consciente, estar sentido o ato e a você mesmo.

Depois de trabalhar o lado físico eu parto para o mental, e todo o processo anterior é fundamental para que eu possa racionalizar os mais diversos pensamentos que permeiam a minha mente e no final das contas descobrir que não tenho motivo para ficar apreensiva.

É muito mais fácil pensar quando se está em equilíbrio e a meditação me proporciona esse equilíbrio.

Essa é a minha experiência com a meditação. Lógico que tem diversos tipos de meditação e técnicas para ajudar, das quais eu não saberia discorrer aqui, por isso, em breve, vou fazer um post com links que podem te ajudar a conhecer e entender melhor sobre medição.

Este post faz parte da Série Bem-Estar, para entender melhor do que se trata basta clicar aqui.

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