3 de jan de 2015

Férias no Rio: aeroporto



Rio. O que posso dizer dessa terra que mal conheço e já morro de calor? A saga toda começou com um zumzumzum no aeroporto por que tinha um famoso esperando o avião. As pessoas iam tirar foto, mas eu não fazia ideia de quem era. Vi o dito cujo de costas e achei que tinha visto ele na tv na noite anterior, mas continuava sem saber de quem se tratava. Mandei uma mensagem para minha irmã que tudo sabe falando do famoso bem gordinho e negro que estava causando alvoroço no salão de embarque. Prontamente ela respondeu: Péricles. Se era mesmo ele nunca saberemos, mas os indícios eram fortes.

Um fato engraçado é que quando o comandante da aeronave avisou que havíamos chegado no Rio, era nitidamente audível o som de pessoas comemorando dentro da cabine. Era uma comemoração tão efusiva que fiquei achando que o avião havia se perdido ou tido qualquer problema e os pilotos haviam conseguido reverter a situação ou que tava rolando uma suruba na cabine do piloto.

Ao sair naquela passarela móvel do aeroporto achei que estava entrando no inferno e comecei a me desesperar. Cheguei no aeroporto e o ar condicionado me fez recobrar a plenitude. Levei alguns séculos para pegar minha mala, mas a portinhola das malas se fechou e anunciou malas de outros voos sem que meu tripé (que a moça da TAM me obrigou a despachar) tivesse dado sinal de vida. Pressentia que algo daria errado com o meu tripé. O jeito era procurar alguém que pudesse me dar alguma informação. Provavelmente por ser 1º de janeiro o local estava escasso de trabalhadores e ao avistar um aguardei pacientemente ele terminar de atender outra pessoa e quando fui falar chegou um carioca enfurecido reclamando que era um absurdo que não tinha mais pessoas trabalhando além dele e que as malas estava caindo da esteira (caindo para a parte interna da esteira em que o passageiro não tem acesso a menos que salte sobre ela. O que de fato foi o que muita gente teve que fazer.) e não tinha ninguém para ajudar. Não tiro a razão dele, mas além dele ter passado na minha frente, o funcionário meio que não tinha culpa e não merecia o tom agressivo. Sabiamente o passageiro procurou a gerencia para reclamar, coisa que não se vê em Salvador (Na terra do acarajé o funcionário sempre ouve toda reclamação, sendo culpa dele ou não). Nesse meio tempo foi quando eu mais ouvi o 'S' carioca desde que cheguei.

Após o carioca ir embora revoltado pude ser atendida, falei que parte da minha bagagem não havia chegado, ele perguntou que tipo de bagagem era, eu respondi que era um tripé e então ele me encaminhou para o local de bagagens especiais. Naquele momento um clarão abriu do céu e anjos tocaram arpas anunciando que meu sexto sentido é inútil e que meu tripé estava são e salvo.

Peguei o meu filhote e sai mentalmente saltitando. Ao passar pela porta Mozi já estava a minha espera. No caminho até o aeroporto o carro do amigo de Mozi havia dado um problema (isso quando eu saltei do avião), mas as malas foram tão demoradas que eles conseguiram resolver o problema e mesmo assim chegar antes da minha saída para o saguão. Depois disso Mozi e o amigo resolveram sacar dinheiro e o terminal do amigo engoliu o dinheiro, sério! Foi a primeira vez que tinha visto aquilo acontecer, apesar de já ter imaginado essa possibilidade algumas vezes. Fiquei me achando a pessoa que traz má sorte, mas tudo que pude fazer era continuar a saltitar mentalmente, afinal eu acabara de passar por uma Starbucks.

Termina aqui a primeira parte do meu diário de viagem. Continue acompanhando aqui.

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