30 de mar de 2015

Destralhar



O tema desse mês na nossa série bem-estar é destralhar. Destralhar nada mais é que se organizar e se livrar de tudo aquilo que está em excesso, que você não quer mais. Eu super acredito que a gente tem que livrar de algumas coisas para abrir espaço para coisas novas na nossa vida. Sejam coisas físicas, pensamentos, sentimentos, atitudes, enfim, tudo.

Eu já tenho esse costume de volta e meia parar e arrumar tudo aqui no meu quarto. Avalio o que eu não quero mais e jogo muita coisa fora. Esse mês resolvi fazer diferente. Nem tudo que não funciona ou que não queremos mais devem ir para o lixo, então resolvi fazer um "destralhamento" consciente dando o descarte correto para cada tipo de coisa.

Eu acho que destralhar tem muita relação com os 3 R's (reduzir, reutilizar e reciclar), primeiro por que a ideia básica de destralhar é reduzir a quantidade de coisa inútil (para você) que você tem, segundo porque ao arrumar tudo você pode dar novas utilidades para coisas que estavam guardadas e terceiro porque é sempre bom dar a destinação correta ao seu lixo.

Uma coisa que infelizmente só me ocorreu quando eu estava fazendo esse post, e que deveria ter feito e não fiz, foi fazer uma coleta seletiva com tudo que ia jogar de fato no lixo separando em papel, metal e plástico. Enfim, fica para a próxima.

Separei algumas coisas  que estavam guardadas e que podia reutilizar no meu quarto como esse divisor. 


Eu usei em um escritório que trabalhei e quando saí ficou sem utilidade por que não cabe nas gavetas aqui de casa. Decidi deixar na minha prateleira, pois ela é logo ao lado da minha mesa, então fica um lugar prático caso eu queira usar o material de escritório que geralmente fica amontoado na minha gaveta.

Depois de reduzir e reutilizar separei de fato coisas que de certa forma serão "recicladas". Foram 3 principais grupos: eletrônicos, livros e roupas.

Sabe aquele celular velho, aquele fone quebrado, aquela bateria sem carga. Eles não deveriam ir para o lixo comum. Primeiro por que muitas peças podem ser reutilizadas e segundo porque podem contaminar o solo, por possuírem metais pesados, como mercúrio, chumbo e zinco, além de fazer mal a ser humano.


Por isso pesquisei na internet postos de descartes de eletrônicos aqui em Salvador. Mas como a maior parte dos eletrônicos foram celulares antigos, descobri que a Vivo recebe esses aparelhos e dá o devido destino. Registrei o momento do descarte nesse Vloguinho aqui. Você pode pesquisar também o ponto mais perto de você aí na sua cidade ;)


Eu adoro livros, mas, tirando os que eu amo muito, tem muito livro que eu li uma vez e que ficam aqui empoeirados na estante sem que eu toque mais neles. Separei todos que não tenho apego e primeiro tentei vender por um preço bem baixo. Sem muito sucesso resolvi doar, afinal os livros levam a gente para mundos tão maravilhosos que seria um sacrilégio não compartilha-los com outras pessoas. Pesquisando pontos de doação encontrei iniciativas legais como deixar em pontos movimentados para que outras pessoas encontrem (já tinha visto isso mas em taxis). Além disso é sempre possível doar para bibliotecas públicas, ongs, etc.

Eu doei para o centro Espírita Paulo Estevão que faz um trabalho social e arrecada diversas coisas entre elas livros.

Por fim as roupas tem quase a mesma lógica dos livros, você pode fazer um bazar e vender ou doar. Mas vale lembrar que muitas roupas que estão gastas e que não vale a pena vender ou doar podem sempre ser reutilizadas e transformadas em pano de chão, pano de limpeza de casa, transformadas em outras peças (como calças em shorts ou até em bolsas) e serem repaginadas.

Apesar de destralhar estar associada com ideia do minimalismo acredito que seja muito mais que isso. Não acho que necessariamente a gente precisar ter poucas coisas, mas acho que devemos dar um utilidade prática a tudo que temos, por que senão elas perdem o sentido

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