24 de dez de 2015

O dia que comprei minha bicicleta

Era um final de tarde, eu estava saindo do escritório e deu um estalo: vou comprar minha bike hoje!
Foi uma aventura. A bike na loja tava com uma placa que dizia um preço, mas quando passou no caixa marcou outro preço bem menor. Melhor presente de natal que a loja me deu! Fiquei tão feliz que até comprei um capacete rosa combinando.

Fiquei intrigada em como o capacete parece fajuto (o capacete é basicamente um carcaça de plástico fino com isopor dentro), mas pelo que vi é assim mesmo. Só não sei como algo tão frágil pode proteger de acidentes, mas dizem que protege, então usemos.

A bike é branca com detalhes rosas e tem até uma cestinha fofa. Ela já vem quase toda montada (exceto os acessórios tipo buzina, retrovisor etc).

No estacionamento do bom preço descubro que ela não cabe na mala do carro da minha mãe. E agora? - pensei eu. Resolvi ir andando até minha casa. Caminho uns pedaços e vou pedalando em outros. Subi ladeiras, atravessei ruas movimentadas e no fim cheguei em casa morrendo.

Escrevendo agora não parece uma grande aventura de fato, mas foi a minha primeira experiência com bike no meio da rua. Sempre andei em praças, quadras e lugares bem pouco movimentados. Morri de medo dos carros, por que trânsito em Salvador ninguém respeita nada, quanto mais uma bicicleta. E ainda tava desde de janeiro sem andar de bike e mesmo que uma vez que a gente aprende a gente não esquece, estava me acostumando com aquela bike específica. Enfim, era tudo novidade. Mas posso te dizer que essa pequena aventura já foi suficiente pra eu chutar a bike no meio do caminho pra casa e ficar com o pé roxo. Mas isso não vai me parar (Muahahahahha).

Quando cheguei em casa fui montar os acessório da bike e dei graças a Deus por ela já vir montada. Por que se os acessórios já deram um puta trabalho, imagina se tivesse que montar o treco todo.

Depois fiquei calculando no google mapas os lugares que poderia ir de bike, as rotas que iria fazer e o tempo que ia gastar. Até que cheguei a conclusão que lugar nenhum nessa cidade tem onde parar a bicicleta. Ou seja, a menos que eu prenda ela em algum canto doido, eu não posso ir a lugar nenhum de bike. Valeu Salvador.

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