6 de jan de 2016

As descobertas, parte 1

Desde que eu comprei a bicicleta eu descobri um monte de coisa nova e descobri que eu nem sabia que já sabia um monte de coisa sobre bicicletas. Vou começar falando sobre os acessórios de segurança que eu comentei no post que conto o dia que comprei a bicicleta (esse aqui). Logo que eu entrei na loja peguei a bike e fui pra fila do caixa eu falei com a minha mãe que queria comprar uma série de coisas e dentre elas estavam os tais acessórios. Quando cheguei em casa, e desembalei um pacotinho que veio colado na bike, descobri que esses acessório já vinham com a bicicleta. Minha irmã me explicou que são itens de segurança obrigatórios e toda bike já tem que vir com eles aqui no Brasil.

Junto dos itens de segurança veio também um "manual do condutor", que nada mais é que o nosso código de trânsito (um excerto dele, imagino eu), escrito de forma mais simplificada e meio mal feita. Talvez por que a minha atual profissão é lidar com leis, eu resolvi ler a parada. Na real, eu queria ter argumentos caso desse alguma merda com a bike de alguma forma. A lei é sempre um bom argumento. Comecei a ler o manual e descobri que a parada é tão mal feita que você tem que descobrir as partes que tem relação com bike e meio que pular o resto. Estou pensando em passar marca texto nas partes pertinentes para facilitar se eu quiser reler mais pra frente.

Lendo o manual descobri algo que me deixou meio desolada: não é recomendado andar de bike com fones de ouvindo, leia-se ouvindo música e por associação podcasts. Antes de comprar a bicicleta é lógico eu tinha fantasiado andando com o vento batendo no rosto, sem qualquer preocupação, ouvindo uma música relaxante ou um podcast instrutivo. Meu sonho tinha ido por água a baixo.

Atualmente tenho reparado bem mais em bicicleta nas ruas. E fico olhando que a maioria delas faz uma coisa que eu achava muito sem noção e descobri que a lei concorda comigo. Sempre pensei por que diaxo você pedala no sentido contrário da via. Você também é um veículo, então siga o fluxo corretamente. Pedalando eu descobri que a vontade de não seguir o fluxo aumenta a cada pedalada. É simplesmente mais fácil e prático fazer seu próprio caminho quando você está de bike. Definitivamente não é o mais seguro, mas você fica numa parada meio de crise existencial que você não é um pedestre e nem um carro.

As vezes que andei em lugares que tinham uma via própria para bike descobri algo curioso. Se eu já odiava pedestres quando estava dirigindo um automóvel, eu continuo odiando dirigindo bicicletas. Eles simplesmente não estão nem aí pra nada. Bikes, carros, patinetes, caminhões, quem se importa? Se tiver uma pista pra pedestres caminharem, uma para bikes e uma com lava, os pedestres vão estar em todas. Tem uma premissa no trânsito que diz que o menor/mais lento tem prioridade, logo o mais pesado/rápido é responsável pelo mais leve ou algo do tipo. Mas acho que os pedestres abusam dessa premissa. É meio que dizer pra você não atropelar um pedestre quando ele atravessar com sinal fechado pra ele. É muito chato ter que ficar parando ou mudando de rota por que tem uma pedestre no meio do caminho, principalmente quando ele não devia estar alí.

E por fim, eu descobri que não tem como ficar gatinha de capacete.




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