10 de fev de 2016

A espiral.



DIA 5: 
Para  ser bem sincera eu nem sei mais em que dia estou nesses posts. Acho que vou parar de contar. Então, neste dia que vou te contar agora eu me esforcei ao máximo para não falar com o André. Estávamos nos falando todos os dias como amigos tranquilo, mas quando a raiva começou a apertar ficou muito difícil. Eu estava muito confusa. Então, resolvi ficar um dia sem falar com ele. Fui vitoriosa novamente. Ao longo do dia eu fui anotando as coisas que queria falar com ele, perguntas que queria fazer, para tentar resolver a raiva. A ideia original era passar dois dias sem falar, mas achei que talvez fizesse bem tirar logo as dúvidas.

O dia foi até fácil por causa do trabalho, mas à noite a raiva voltava. Tentei me distrair vendo vídeos no Youtube, que é meu principal passatempo e depois fui dormir.

Quando acordei no dia seguinte fui ajudar minha mãe em algumas coisas e no meio da manhã mandei uma mensagem para ele. O início foi meio conturbado e ficamos numa espiral de raiva e culpa. Conversamos bastante até que eu consegui voltar ao equilíbrio com a mesma Samy do dia do término. Não adianta ficarmos apegados ao que passou, ao que foi ou deixou de ser, ao que aconteceu ou deixou de acontecer. Não é saudável essa espiral louca de raiva e culpa. Não faz bem a ninguém. Não somos nós de verdade. A única coisa que podemos fazer é pensar no futuro, em como podemos ser pessoas melhores.

Combinamos que quando um dos dois entrar na espiral o outro vai ajudar a sair. Afinal, é isso que amigos fazem.

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