22 de fev de 2016

Conversas

Eu lembro que sempre que eu ficava chateada e não queria conversar o André ficava no meu pé. Ele ficava puxando assunto, falando coisas bobas para eu rir. Ele não queria me ver chateada.

A gente sempre tinha longas conversas sobre a vida, o universo e tudo mais que com o tempo foram ficando mais escassas, mas quando aconteciam me deixavam imensamente feliz. Eu sempre achei que a comunicação era o ponto forte da nossa relação, mas é preciso de duas pessoas para que ela aconteça.

Nesses 3 anos eu fiquei muitas vezes perdida sobre a vida e única certeza era que ele estava ali pra mim. Nesse caminho ele também se perdeu, mas talvez ele tivesse achado que eu já tinha dúvidas demais para ainda compartilhar as deles. Não sei. Ele foi se fechando e me deixando meio fora de tudo que acontecia na cabeça dele.

Agora, mesmo como amigos, ele ainda faz isso. A diferença é que agora vejo com mais clareza. A gente sempre acha que sabe as respostas e sabe o que precisa, mas a gente só descobre de fato quando a gente se abre para experimentar as possibilidades. Talvez eu fosse capaz de ajuda-lo agora e eu queria muito poder tentar. Mas não dá pra ajudar quem não quer ser ajudado, não é mesmo?


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