19 de fev de 2016

O carnaval sem fim

By Pascal Campion

Eu fiquei uns dias sem falar com o André. Precisava do meu tempo e acho que ele do dele. Foi bem difícil. Sempre compartilhamos tudo. Toda vez que via alguma coisa legal a minha primeira vontade era mandar para ele. O facebook não ajudou com aquela parada de recordações. Me segurei por 3 dias para saber como eu ia me sentir.

Me senti sozinha. MUITO. Senti falta do meu melhor amigo. De como ele era sempre do contra e discordava de tudo. De como ele tinha sempre uma visão diferente e própria de tudo.

Conversei com amigos e todos me diziam para me distrair, ler livros assistir filmes e continuar na minha por mais um tempo. Mas no quarto dia eu vi uma imagem e pra variar lembrei dele. Taquei o foda-se e mandei a imagem. Ele disse que discordava da imagem e eu comecei a rir e em seguida chorar. GOD, como eu sinto falta disso tudo. É como eu disse para um amigo meu uma vez: eu não perdi só o namorado, mas alguém com quem eu me identificava como pessoa.

Ele me perguntou como estava sendo o carnaval e eu queria responder que estava sendo uma merda, mas respondi que estava tranquilo. Perguntei como estava sendo o dele e ele respondeu divertido. Estava com o amigos jogando RPG durante todo o carnaval. Foi aí que me veio aquela sensação como se  desde o início ele sempre estivesse se divertindo e eu sempre estivesse sofrendo. Sempre foi a imagem que ele passou. Sensações nem sempre são realidades, mas as vezes incomodam tanto quanto.

Eu sempre odiei paquerar por que é cheio de coisas não ditas. Acho que eu e o André demos certo tanto tempo, pois isso nunca existiu. A gente sempre disse tudo que tinha vontade, por mais louco que pudesse parecer. Até um certo momento.

Eu lembro quando ainda não namorávamos de fato e eu perguntei a ele o que a gente tinha. Se a gente ia namorar. Eu sempre gostei de ser 100% sincera e saber em que página estávamos. Sei que agora é uma situação delicada e não dá pra ser assim mais tão crua, mas eu sinto falta disso. Sinto falta de não pisar em ovos e saber como o outro está se sentindo. Sinto falta de poder ser completamente sincera e saber que é recíproco.

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