8 de fev de 2016

Still mad e o modelo Kübler-Ross


DIA 4:
Sabe aquela parada de 5 estágios do luto? Pois bem, acho que estou passando por ela. Não é como se André tivesse morrido nem nada, mas é o luto de um relacionamento de 3 anos. Pelo que pesquisei os estágios do luto são: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Esse é o chamado modelo de Kübler-Ross (estou me sentido super culta citando este fato rsrs). Estou citando aqui informações do blog do Renato Lima (estudante de psicologia) que é esse aqui. Foi um dos primeiros que apareceu nas buscas e eu fui com a cara dele, então espero que ele não se importe.

Primeiro Estágio: negação e isolamento
A Negação e o Isolamento são mecanismos de defesas temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e duração desses mecanismos de defesa dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.
O Impacto inicial da notícia onde pode ocorrer uma paralisação na pessoa e ela não conseguir dar seguimento a pensamentos. Também é comum nessa fase que se tente negar o ocorrido, não acreditando na informação que se está recebendo. A negação é uma defesa temporária, sendo logo substituída por uma aceitação parcial. Também é comum uma transição em falar sobre a realidade do assunto em um momento e de repente negá-la completamente.

 No dia que a gente terminou foi tudo tão de boas que nem parecia que a gente tinha terminado de fato. Eu me fiz de super forte e até demos risada de muitas coisas. Na verdade eu fui completamente racional em todos os sentidos. Era o que precisava ser feito. Se eu queria ou não, se eu ficaria feliz ou não, não foram coisas que foram cogitadas.

Nesse dia eu não conseguia racionar de fato. Tudo que passava na minha era: estamos terminando. Eu não seria capaz de dizer como estava me sentido, nem o que achava daquilo tudo, por que eu simplesmente não conseguia raciocinar nada. Depois a ficha foi começando a cair e uma momentânea tristeza tomou conta.

Confesso que ainda estou no estágio de isolamento. Não tenho vontade de sair e nem falar com ninguém para ser bem sincera. A minha salvação é o trabalho, onde tenho contato com várias pessoas e passo a maior parte do meu dia, felizmente rindo a bessa com o pessoal show que trabalha comigo. Mas semana que vem vou me obrigar a sair com as amigas e estar mais em contato com pessoas  nos horários off do trabalho, que são os piores.

Segundo Estágio: raiva
Por causa da raiva, que surge devido à impossibilidade do Ego manter a Negação e o Isolamento, os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado pela revolta de quem sabe que vai morrer. Junto com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento.
Nessa fase, a dor psíquica do enfrentamento da morte se manifesta por atitudes agressivas e de revolta; – porque comigo? A revolta pode assumir proporções quase paranóides; “com tanta gente ruim pra morrer porque eu, eu que sempre fiz o bem, sempre trabalhei e fui honesto”…
Transformar a dor psíquica em agressão é, mais ou menos, o que acontece em crianças com depressão. É importante, nesse estágio, haver compreensão dos demais sobre a angústia transformada em raiva na pessoa que sente interrompidas suas atividades de vida pela doença ou pela morte.



Esse é o estágio que estou no momento. Hoje menos do que ontem. Ontem, tive um acesso de raiva e tudo que eu seria capaz de fazer era xingar tudo e todos. Fiquei com raiva por ter "desperdiçado" tanto tempo da minha vida, por ter me doado tanto, enfim por tudo. Apareceu uma das piores versões de mim mesma. Felizmente tudo aconteceu apenas dentro da minha cabeça, mas nela eu dei lições de moral, eu xinguei, eu disse um monte de desaforo e se duvidar eu até caí na porrada. Depois que passa eu acho graça do mundo "mágico" que existe dentro da minha mente. Hoje eu ainda estou com raiva. Tudo me faz ter um pensamento hostil, mas tem sido menos difícil enxota-los no estilo Samy de ser do tipo: pra que focar em coisas que não valem a pena, que não acrescentam em nada e que não fazem ninguém crescer?

Vendo os próximos estágio fiquei desanimada em saber que ainda tem a depressão por vir. Mas é como dizem:  sempre tem como ficar pior. rsrs Torçam por mim. :)

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