21 de jun de 2016

Cordura



Esse semana fiquei pensando sobre quando eu era mais nova. Houve uma época em que eu queria ter a maior quantidade de bijuterias possível, usar uma a cada dia e nunca repetir. Era uma busca e uma necessidade desenfreada, mas que na época fazia sentido.

Eu ainda tenho muitas bijuterias daquela época. Muitas sem uso, muitas empoeiradas, algumas enferrujadas e outras quebradas. Hoje eu não uso mais uma bijuteria por dia como antes. Hoje eu repito a mesma de novo e de novo com um sorriso no rosto. As poucas e boas bijuterias que uso me representam, coisa que talvez as zilhões de bijus que eu entulhava não tivessem sido capaz de fazer. Mas a culpa não são das argolas, brincos e colares e sim minha. Hoje eu sei quem eu sou e o que eu quero e por isso sei que não preciso de muito para ser feliz. Não preciso de muitas pessoas, de muitos amores, de muitos hobbies. Eu preciso de muitos momentos, mas momentos também podem ser criados com muito pouco. Um olhar, um sorriso, um abraço.

Eu reluto em acreditar que idade seja fator determinante na vida e prego que o vale são as experiências vividas. Só que cada um precisa de tipos e quantidades de experiências diferentes para chegar no mesmo ponto. Eu mesma talvez não tenha ido a zilhões de festas e experimentado as coisas mais variadas do universo, mas o que eu fiz na minha vida foi capaz de me trazer tantas certeza sobre mim mesma que não preciso mais de um busca incessante. Eu tenho tudo que preciso dentro de mim, por isso, se ficar em casa lendo um for a programação para o feriado, eu estarei tão feliz quanto se fosse uma super viagem com a galera ou uma balada insana. A minha felicidade está dentro de mim mesma.

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