9 de jul de 2016

A saga da academia: O começo.



Minha mãe sempre me disse que toda hora eu invento alguma novidade e ela não poderia estar mais certa. Eu sou dessas que precisa inventar coisas, testar coisas, provar coisas. Eu preciso estar fazendo algo, eu odeio tédio, odeio ficar parada, mas mesmo quando estou parada minha mente está borbulhando.

Umas das coisas que eu mais gosto é de compartilhar todas as minhas aventuras com o mundo. É contar as minhas histórias. A minha meta tem sido descobrir como contar essas histórias em vídeo de uma forma leve e divertido. Mas enfim, não sobre vídeos que eu vim falar aqui hoje e sim sobre academia.

Eu lembro que desde a época da escola eu já cogitei fazer academia, mas meu pai nunca deixou, por que naquela época ele (e eu também) tinha a ideia de que academia era coisa de gente gordinha que queria emagrecer e convenhamos que por mais que eu tente convencer meus colegas de trabalho que minha irmã estava certa quando disse que eu estou com uma pançinha, eu estou longe de me enquadrar nesse perfil obsoleto de academia que acabei de descrever.

O legal que eu acho da internet é que ela abre horizontes e ideias como essa que eu tinha são facilmente quebradas. A onde fitness atual é a prova de que malhar e cuidar do corpo não é coisa de gente gorda e sim questão de saúde.

No início do ano eu fui fazer um check up e a médica me deu um escalde em relação ao meu condicionamento físico. Eu fiz um teste ergométrico e os valores ficaram abaixo do esperado para alguém da minha idade. Até por isso que eu comprei a bicicleta que rendeu tantos posts aqui no blog (leia a saga aqui). Acabou que por um zilhão de motivos ela ficou passou a ficar parada aqui em casa.

 Não sei se já contei para vocês que eu nunca liguei muito para comida, mas desde a metade do primeiro semestre eu acabei ficando mais próxima de uma péssima influência alimentar chamada: minha chefa! A verdade é que pela primeira vez na vida eu passei a ter vontade de comer e comer com gosto. Eu até gostei disso (Valeu chefinha!), mas uma das consequências foi a pançinha logo percebida pela minha irmã.

Não quero ser hipócrita aqui e dizer aqui estou gorda cheia de banhas e com uma barriga de grávida. Continuo magricela. Mas o peso da comida estava indo para a minha mente. Falar de comida se tornou um hábito feliz. Todo mundo come, então eu teria assunto para puxar com qualquer ser humano da face da terra!! Ou quase, eu consegui a arte de ter um amigo que não curte NADA de comida. Nunca entenderei. (Um abraço sr. gordofóbico!)

A minha mente de comilona foi facilmente notada pelos meus colegas de trabalho que me zoam constantemente (Valeu Gabriel ¬¬). Mas a verdade é que apesar de estar feliz assim, o escalde da minha médica ainda ecoava na minha mente. Foi aí que a culpa por ter um péssimo condicionamento físico, a vontade de comer, o amigo marombeiro que odeia comida, o medo de ficar com sobrepeso (já que tenho grande histórico na família) e a vontade de ter novas aventuras me fizeram entrar na academia.

E assim começa uma nova série de posts aqui pro blog, contando as altas aventuras dessa garota do barulho. Vamos lá?

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