11 de ago de 2016

O irônico pum quentinho com a Jout Jout



Com essa onda de livros de YouTube eu já peguei vários autógrafos, mas eu sempre me angustiava com o que dizer naqueles 3 segundos de silêncio, enquanto o autor dá a famosa rabiscada.

Eu sempre tenho vontade de sair correndo nessa hora, mas acaba que ou não digo nada ou pareço completamente forçada. Foi assim nessa última vez em que fui pegar o autógrafo da Jout Jout. Juro que tentei pensar em algo legal e que fosse verdadeiro para dizer, mas acho que soou irônico.

Eu estava planejando pegar alguns Pokémons no shopping com a minha amiga, quando o meu celular me lembra que aquele era o dia da noite de autógrafos com a Júlia Tolezano. Torci para que minha amiga não se chatear da nossa caçada ser levemente distorcida, mas ela foi uma amorzinho e topou a parada (Valeu Gaby!). Eu sempre levo meus amigos para esses programas de índio, que acabam sendo no final das contas muito divertidos, apesar de cansativos.

O celular, apesar de eficiente, só havia me lembrado do evento no início da tarde. Eu estava em pleno horário de trabalho. Vi que a entrega de senhas era às 15:00, mas eu só sairia às 17:00. Umas 16:30 joguei no grupo do Facebook a pergunta que não queria calar: "Ainda tinha senha disponível?". Uma garota amavelmente me respondeu que achava que sim. Às 16:50 liguei pra minha mãe para pedir uma carona, mas pela previsão dela ela ainda ia demorar. Liberei a coitada e pedi um Uber. No meio do caminho lembrei que o meu livro estava em casa, mas fiquei tão noiada de não ter mais senha que me dei ao luxo (que nem poderia ter me dado na verdade) de comprar um livro novo. Fui direto pro shopping, fantasiada de advogada mesmo e agarrei a minha senha com gosto. Eu era o n° 216. Fiquei esperando a minha amiga chegar, comemos, caçamos Pokémons e fomos para fila.

De todas as tardes de autógrafos que eu já fui notei algumas diferenças nessa. Primeiro: as pessoas da fila eram jovens adultos para adultos. Segundo: talvez pelo motivo anterior, não haviam gritinhos histéricos. Terceiro: a fila andou imensamente mais rápido do que eu estava acostumada. Todos pontos positivos na minha opinião.

Enquanto esperavamos na fila conheci pessoas divertidas, ouvi histórias hilárias, conversei e fiquei tentando responder à minha dúvida cruel: "O que falar nos 3 segundos de silêncio?". Foi aí que no meio da fila eu tive a genial ideia de comentar sobre o capítulo que me chamou mais atenção: o capítulo do pum quentinho. Essa sou eu, um ser que aprecia uma boa conversa sobre pum.

Só havia 350 senhas, a minha estava mais pro final do que pro início. Então, não sei se pelo cansaço, quando mencionei o meu grande apreço pelo capítulo do pum quentinho tudo que recebi foi uma leve risada. Enfatizei que eu tinha achado revolucionário, mas continuei com uma leve risada.

Tempos depois fiquei pensando se o fato de uma garota toda emperequetada com seu terninho e seu salto alto, levemente com cara de pessoa séria com seus óculos de casco de tartaruga, falando que achou maravilhoso o capítulo de pum possa ter parecido irônico/falso. Ou não. Nunca saberemos.

Sendo bem sincera não me importei muito, saí de lá achando a Júlia ótima por ter aturado com bom humor uma leitora que teve um ataque de Felícia e quase deslocou o maxilar da coitada. Eu estava com meu autógrafo e minha foto, então estava feliz da vida.

Tenho que enfatizar nesse texto que de fato eu gostei do capítulo mencionado. Achei revolucionário alguém escrever um capítulo sobre crises com peido, pois é algo que acredito que ninguém faria normalmente. Pelo menos não alguém que quisesse ser levado a sério. Mas estamos falando da Jout Jout, não é mesmo?

Vamos ver o que direi na próxima tarde de autógrafos, tá bom? Então, tá bem! Beijos.

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