28 de fev de 2017

A vida sem óculos



Vamos falar sobre óculos. Ou a vida sem eles. Eu uso óculos desde que me lembro da minha existência. Minha mãe teve dificuldade em descobrir o motivo que minha irmã não vinha assimilando o conteúdo da escolinha, mas depois que descobriu que era por que ela não enxergava direito, não pensou duas vezes quando eu passei pelo mesmo problema.

Nunca tive problema em usar e na real eu até curto bastante. Afinal, é uma forma de mudar o visual e se tem uma coisa que eu gosto nessa vida é de mudar o visual de tempo em tempos. E se tem outra coisa que eu gosto tanto a ponto de ser uma parcela considerável do meu cartão é maquiagem. Minha parte predileta? Olhos! Mas veja bem, aí temos um problema. A maquiagem dos olhos praticamente não ressai se você usa óculos. Por muito anos não preocupava em usar corretivo para as olheiras por que os óculos sempre estavam lá.

Em duas ocasiões eu tentei usar lentes de contato. Na primeira vez foi rígida, por que meu grau é alto e por algum motivo que desconheço minha oftalmo disse que elas teriam que ser rígidas. Que troço horrível. Totalmente desconfortável e me faziam ficar com cara de assustada, pois ficava com os olhos arregalados o tempo todo. Era tosco. Na segunda vez, me rebelei e fui em outro oftalmo. Pedi por lentes gelatinosas e, velho, que diferença, muito mais confortáveis. Mas ele disse que como meu grau é alto faria lentes com um grau um pouco mais baixo, mas que serviriam se quisesse ir para casamentos, formaturas e etc. Com isso em mente e meu reduzido número de eventos na vida social, acabei deixando de lado.

Cogitei fazer cirurgia, fiz todos os exames e no final das contas minha córnea era muito fina e não valeria muito a pena na época. Deixei pra lá.

Aí chegou 2017 e eu disse que queria mudar. Várias pessoas já haviam elogiado meus olhos durante a vida e de fato é algo que eu gosto em mim. Então pensei: chega de escondê-los. Fui na minha oftalmo (aquela primeira que me passou as lentes rígidas) e disse que queria tentar lentes de novo e olho só: ela me passou lentes gelatinosas. Devo admitir que óculos são infinitamente mais confortáveis que qualquer lente, mas estou feliz usando as minhas.

É engraçado como as coisas podem gerar sensações infinitamente diferentes a depender do momento que você as vive. Foi assim comigo em relação a salto alto e tem sido assim em relação a lentes de contato. Confesso que ainda acho estranho meu rostos sem aquela moldura, ainda estou me acostumando. De uma certa forma (bem filosófica), é como tirar uma armadura, uma máscara que muitas vezes me protegeu. É ficar desnuda e dizer: mundo, essa sou eu. Essa é Samy em 2017.

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