3 de nov de 2017

Ter de e a autorresposabilidade

Estava lendo o livro Comunicação não violenta do Marshall B. Rosenberg e fiquei pensando sobre o conceito abordado de "ter de" que traz a ideia de que muitas vezes nos expressamos como se fossemos obrigados a fazer coisas.

Mas a verdade é que sinceramente não somos obrigados a nada nessa vida. Por mais que acreditemos que não tinha outro jeito, a escolha de fazer qualquer coisa é sempre sua. Deixa eu te contra uma coisa: nós escolhemos fazer as coisas, mesmo não querendo, por receio das consequências que não fazer aquela ação pode trazer. Fazemos as coisas muitas vezes por autopreservação, mas não deixa de ser uma escolha.


Marshall B. Rosenberg aborda em seu livro o uso dessa expressão como negativa, pois entende que ter de fazer algo é jogar a responsabilidade do ato para outra pessoa. Ele entende que "ficamos perigosos quando não temos consciência de nossa responsabilidade por nossos comportamentos, pensamentos e sentimentos".

Outro autor que aborda a não autorresposabilização como alienante é Paulo Vieira em sua obra O poder da ação, pois entende que utilizar desculpas para justificar situações tira o poder do ser humano de fazer algo por si mesmo.


A responsabilizar a si mesmo é algo que, na minha opinião, tendemos não fazer, principalmente em relação a algo ruim. Talvez seja a frustração ou decepção pela falha que nos leva a arrumar desculpas para justificar nossos atos. Mas, acredito que se colocar como protagonista da sua vida, sendo responsável pelo que faz, pensa e sua consequências, apesar de te dá o peso de tudo que acontece na sua vida, seja bom ou ruim, também lhe dá o poder de mudar e melhorar tudo ao seu redor. Paulo Viera entende a autorresponsabilidade como realidade libertadora. "A crença de que foi você que se colocou, ou pelo menos se permitiu estar onde está, é muito salutar. (...) Dentro dessa perspectiva, se você não está satisfeito com os resultados que tem obtido, basta reconhecer o que está errado, reconhecer que suas escolhas e seus caminhos não têm sido satisfatórios, e então redirecioná-los de forma autorresponsável, objetiva e consciente".

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